Gather. Generate. Grow.

Creemos en el diseño como respuesta integral a las grandes transiciones –demográfica, energética y digital– y a las tensiones entre negocio, cultura, territorio y personas.

De esta visión nace nuestra filosofía de trabajo: tres verbos para abordar cada proyecto como un organismo vivo y prepararlo para el futuro.

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Gather people.

Conectar personas es nuestro mayor acto de diseño.

Nos acercamos a quienes van a vivir los espacios porque el cambio no nace de las ideas, sino de quienes las hacen posibles.

Todas las personas somos mucho más que un rol profesional. Diseñamos la experiencia trascendiendo el segmento.

Creemos que los espacios sin gente no tienen sentido, que la comunidad es el objetivo final y el principio mismo de la vida.

Hibridamos disciplinas y sectores tradicionales para afrontar mejor los desafíos globales y las interdependencias del mundo actual.

Generate experiences.

Crear entornos para invitar a relacionarse.

Construimos espacios que activan emociones, conversaciones y comportamientos.

Resignificamos la presencialidad a través de rituales y dinámicas que dan sentido a estar juntos.

Diseñamos para generar vínculos porque creemos que el capital social es la productividad del futuro.

Nos guiamos por cuatro principios que son la base de toda interacción significativa: colaboración, aprendizaje, bienestar y vinculación.

Grow business.

Construir compañías vivas, en todos los sentidos.

Gestionamos el espacio, las experiencias y la comunidad para impulsar un crecimiento alineado con lo humano, lo organizativo y lo urbano.

Diseñamos plataformas capaces de asumir cambios de uso, tecnología y organización sin perder sentido ni generar obsolescencia prematura.

Usamos el espacio para reforzar la coherencia entre cultura, liderazgo y formas de trabajo, favoreciendo así el aprendizaje, el bienestar y una toma de decisiones más humana.

Medimos el impacto del espacio más allá de los KPIs tradicionales, generando valor económico, cultural, social y ambiental tanto para el proyecto como para el territorio que lo acoge.

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Conclusiones Workplace Design Conference São Paulo 2026

El futuro do workplace já não se constrói a partir da obrigação de estar presente, mas da capacidade de criar espaços, experiências e relações que façam com que valha a pena voltar.

O escritório já não se impõe. Ele precisa valer a pena.
No dia 14 de maio realizámos a primeira edição da Workplace Design Conference Brasil, no auditório da Pfizer em São Paulo, reunindo mais de 120 convidados para conversar sobre uma pergunta que se tornou central para o futuro das organizações:
Para que deve existir hoje o espaço corporativo?

Durante anos, o debate sobre o trabalho híbrido ficou preso numa discussão demasiado limitada: quantos dias devemos ir ao escritório? Dois dias presenciais? Três? Quais dias obrigatórios? Como distribuir a semana?

Mas talvez estejamos tentando resolver uma transformação muito mais profunda através de uma simples questão de calendário.
A conversa real já não é sobre frequência. É sobre valor.
Porque o trabalho flexível veio para ficar. Não como uma tendência temporária, mas como uma mudança estrutural na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho, o tempo e a própria vida.
As pessoas descobriram que podem trabalhar de maneira diferente. Ganhar autonomia. Reduzir deslocamentos. Organizar melhor sua rotina. Recuperar parte do controle sobre o próprio tempo.
E quando uma sociedade conquista uma liberdade, raramente volta atrás voluntariamente.

O escritório perdeu o seu “cliente cativo”
Antes da pandemia, o escritório era uma obrigação natural.
As pessoas iam porque tudo estava ali: o computador, os documentos, as reuniões, os líderes e, sobretudo, uma cultura construída sobre a presença física.
Hoje isso mudou.
O escritório já não tem usuários cativos.
E quando o usuário deixa de ser cativo, o espaço precisa conquistar relevância.
Precisa atrair.
Precisa seduzir.
Precisa oferecer algo que não existe em casa, numa videochamada ou num coworking.

Essa talvez seja a maior transformação do workplace contemporâneo.

O escritório deixa de ser uma infraestrutura administrativa e passa a funcionar como um espaço com intenção. Um lugar capaz de gerar valor real para as pessoas e para o negócio.

O problema não é ocupação. É propósito.
Muitas organizações continuam operando com escritórios desenhados para um mundo que já não existe.
Plantas cheias de postos individuais.
Grandes áreas de workstations.
Poucos espaços colaborativos realmente funcionais.
Áreas “informais” criadas mais como decoração do que como estratégia.
Durante décadas desenhámos escritórios para alojar pessoas.
Agora precisamos desenhá-los para ativar relações.
E os dados confirmam isso.
Na conferência, uma evidência apareceu repetidamente: a ocupação média dos escritórios caiu drasticamente. Antes da pandemia, muitas sedes corporativas operavam com 70% ou 75% de ocupação. Hoje, em muitos casos, esse número está entre 30% e 35%.
Mas o dado mais importante não é quantas pessoas vão ao escritório.
É o que elas fazem quando vão.
Quando analisamos o comportamento real dos usuários — através de medições, mapas de calor, padrões de uso e observação — percebemos algo muito claro:
As pessoas já não vão ao escritório principalmente para trabalho individual.

Elas vão para: colaborar; encontrar equipes; participar de reuniões; aprender; fortalecer vínculos;
construir cultura; socializar; alinhar decisões; trocar conhecimento; gerar confiança.
Então surge uma pergunta inevitável:
Se o trabalho concentrado pode ser feito perfeitamente em casa, por que continuamos dedicando a maior parte do escritório ao trabalho individual?

O escritório precisa deixar de depender da casualidade
Durante muitos anos falámos sobre serendipidade.
Os encontros espontâneos.
As conversas no café.
As ideias que surgem no corredor.
Tudo isso continua sendo importante.
Mas existe um problema: a serendipidade depende de densidade humana.
E o modelo flexível reduziu essa densidade.
Por isso, o novo workplace não pode depender apenas do acaso.
Ele precisa de intencionalidade.
Não basta criar espaços esperando que “algo aconteça”.
É preciso desenhar experiências.
Pensar: rituais; encontros; jornadas de onboarding; momentos de aprendizagem;
sessões de alinhamento; workshops; town halls; celebrações; dinâmicas de equipe; cultura; pertencimento.
O escritório começa a parecer menos um contêiner de mesas e mais uma plataforma de experiências.
Ou, como discutimos durante a conferência:
o escritório começa a tornar-se o novo offsite.

O verdadeiro ativo é o capital social
Um dos temas mais importantes da conversa em São Paulo foi o conceito de capital social.
Durante a pandemia, muitas organizações conseguiram operar bem porque já existia confiança acumulada entre as pessoas. Relações previamente construídas. Cultura compartilhada. Conhecimento informal.
Mas o capital social não é infinito.
Se ele não for constantemente recarregado, começa a desaparecer.
E isso muda completamente a discussão sobre produtividade.
Talvez hoje uma pessoa consiga produzir muito bem remotamente.
Talvez até produza mais.
Mas se durante meses ou anos ela não constrói relações, não aprende com os outros, não desenvolve confiança e não se sente parte de algo, a produtividade futura será afetada.
A falta de capital social no presente é uma ameaça para a produtividade do futuro.
E é justamente aí que o escritório ganha um novo papel estratégico.
Não para competir com a casa em conforto.
Nem com o Zoom em eficiência.
Nem com o silêncio de um escritório doméstico.
Mas para oferecer aquilo que o remoto dificilmente consegue reproduzir com a mesma intensidade:
comunidade; cultura; identidade; vínculos; aprendizagem informal; liderança visível; energia coletiva;
pertencimento.

Hospitalidade não é luxo. É intenção.
Na Pfizer surgiu também uma conversa muito interessante sobre workplace experience e hospitality.
Mas hospitality, neste contexto, não significa transformar o escritório num hotel superficial cheio de amenities vazias.
Significa desenhar o espaço com intenção.
Cuidar da jornada completa do colaborador:
como ele chega;
como é recebido;
como trabalha;
como se alimenta;
como descansa;
como se conecta;
como recupera energia;
como vive a experiência do espaço.
As pessoas não vivem o escritório apenas racionalmente.
Vivem-no emocionalmente.
Com o corpo.
Com o humor.
Com o cansaço.
Com a sua história pessoal.
Com as suas necessidades sensoriais.
Com as suas diferenças geracionais.
E isso exige um novo tipo de workplace:
mais humano,
mais flexível,
mais adaptável,
mais consciente da diversidade das experiências.

O workplace deixou de ser um tema imobiliário
Outra conclusão importante da conferência foi que o workplace já não pode ser tratado apenas como um tema de Real Estate ou Facilities.
Hoje ele impacta diretamente:
cultura; talento; inovação; aprendizagem; employer branding; liderança; colaboração;
experiência do colaborador; produtividade futura.
Por isso, o novo workplace vive na interseção entre múltiplas áreas:
People,
Facilities,
Real Estate,
Comunicação,
Liderança,
Negócio e Cultura.
Nenhuma delas consegue resolver esse desafio sozinha.

A experiência não pode ser maquiagem
Muitas empresas ainda tentam atrair pessoas ao escritório com argumentos superficiais:
fruta,
yoga,
café gratuito,
happy hour,
benefícios pontuais.
Nada disso é necessariamente ruim.
Mas não é suficiente.
Ninguém atravessa São Paulo durante duas horas apenas por uma banana orgânica e uma aula de alongamento.
A experiência precisa ter propósito.
Precisa estar conectada à estratégia da organização e às necessidades reais das pessoas.
Porque as pessoas não rejeitam o escritório.
Elas rejeitam perder tempo.
Rejeitam deslocar-se para fazer exatamente o mesmo que poderiam fazer de casa.
Rejeitam ir ao escritório apenas para entrar em videochamadas.
Rejeitam presencialidade sem sentido.

Do activity-based para o evidence-based workplace
Durante anos falámos de activity-based workplace.
E esse modelo foi importante.
Ajudou a romper a lógica do posto fixo e introduziu maior diversidade espacial.
Mas hoje já não basta.
O novo workplace precisa ser evidence-based.
Ou seja:
baseado em evidências reais de comportamento.
Isso significa:
medir ocupação;
entender padrões de uso;
analisar fluxos;
observar necessidades reais;
identificar espaços mortos;
compreender momentos de colaboração;
testar soluções;
ajustar continuamente.
O workplace do futuro não será desenhado a partir de catálogos.
Será desenhado a partir de comportamento humano.

O design já não pode apenas decorar a estratégia
Outra ideia forte que surgiu na conferência foi esta:
o design precisa deixar de decorar a estratégia e começar a construí-la.
Porque um espaço bonito sem conteúdo está morto.
Enquanto um espaço simples, mas cheio de intenção e experiências relevantes, pode transformar completamente uma organização.
A beleza do novo workplace não está apenas na estética.
Está no que acontece ali.

O escritório do futuro sobreviverá por ser indispensável para algumas coisas
A inteligência artificial também apareceu como tema importante.
Quanto mais a IA facilitar tarefas individuais, documentação, coordenação assíncrona e produtividade remota, menos sentido fará utilizar o escritório para atividades transacionais.
Isso obriga o espaço corporativo a elevar ainda mais sua proposta de valor.
O escritório do futuro não sobreviverá por ser necessário para tudo.
Sobreviverá por ser imprescindível para algumas coisas profundamente humanas:
construir confiança; transmitir cultura; integrar pessoas; desenvolver relações; resolver conflitos criativos;
celebrar conquistas; gerar memória coletiva; criar pertencimento.
Nada disso acontece automaticamente porque colocamos pessoas sob o mesmo teto.
É preciso desenhar.

O futuro do workplace será construído a partir do desejo

A principal conclusão da Workplace Design Conference Brasil talvez tenha sido esta:
Estamos diante de uma mudança de paradigma.
O escritório deixa de ser um lugar ao qual se vai por obrigação.
Passa a ser um lugar ao qual se vai quando agrega valor.
Deixa de ser um custo assumido.
Passa a ter que demonstrar impacto.
E isso pode torná-lo muito mais relevante do que antes.
Mas apenas para as organizações dispostas a mudar.
As que continuarem esperando que tudo volte ao modelo anterior perderão tempo, talento e energia.
As que confundirem presença com cultura irão falhar.
As que desenharem espaços sem intenção desperdiçarão recursos.
E as que entenderem o espaço como uma ferramenta estratégica terão uma enorme vantagem competitiva.
Porque o escritório continua importando.
Muito.
Mas já não importa pelas mesmas razões.
Hoje, o verdadeiro desafio é desenhar espaços onde as pessoas queiram estar.
Não porque precisam ir.
Mas porque vale a pena.